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Assamassa, Tomar

Assamassa · Tomar · A nossa história

A Casa de Zé Álho

Uma aldeia, uma família, cinco gerações.

Em Assamassa, aldeia do concelho de Tomar, no Médio Tejo, ficava a casa de Zé Álho — o avô de Humberto Pereira, fundador da OnBouge.

A minha avó nasceu nesta casa. O pai dela foi uma criança abandonada: filho ilegítimo de um farmacêutico de Tomar e de uma mulher que diziam ser alemã — as origens permanecem incertas. Mais tarde, essa mulher tornou-se condessa ao casar com um conde; por isso, a rir, dizemos na família que temos «sangue azul».

Quando o meu avô casou com a minha avó, comprou por 100 escudos a casa onde ela vivia.

Em criança, quando eu passava, as pessoas diziam: «é o netinho do Zé Álho». Aqui cada família herdava uma alcunha. O meu avô herdou Álho; a casa logo abaixo era a Pimenta; outro, mais rabugento, ficou Vinagre. Foi assim que a ruela ganhou o nome de Travessa dos Temperos.

Caída em ruínas com o passar dos anos, a casa foi reconstruída pedra sobre pedra pelo meu pai, Joaquim. A casa nunca morreu — o amor sempre venceu.

Esta página não vende nada. É uma homenagem: à casa, à aldeia, e à canção que conta a nossa história.

Destas raízes até hoje

Uma paixão que atravessa as épocas. Humberto começou na informática nos anos 80 e acompanhou cada revolução: o telemóvel, a internet, o Facebook — e hoje a inteligência artificial, com a qual constrói este projeto.

O objetivo é simples: ajudar os artesãos e comerciantes a darem-se a conhecer, sem terem de pagar somas enormes aos gigantes da web.

Assamassa é o coração e a sede da OnBouge — é daqui que tudo parte.

🎵 Raízes — a canção que conta esta história

Alex Phoenix · Fogo e Lua — Assamassa

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Letra (em português)

Com as mãos calejadas, Zé Álho ergueu

Pedra sobre pedra, a casa que Deus lhe deu

Aurora Maria ao lado, sonho a dois

Assamassa testemunha, lar de filhos, lar de nós

Eu corria naqueles quartos, menino descalço

Lareira a crepitar, histórias no regaço

A avó cozia o pão

Aquela casa era o mundo, batia forte o coração

A casa de Zé Álho, memória de pedra e cal

Cinco gerações, amor imortal

Das ruínas renasceu, Joaquim a reconstruiu

A casa nunca morreu, o amor sempre venceu

Passaram-se os anos, avós partiram

Paredes racharam, telhados caíram

Ervas cresceram, silêncio pesado

Pensei «acabou», o passado enterrado

Mas Joaquim, aos setenta, pegou na enxada

«Esta casa não morre», disse com alma inflamada

Tijolo por tijolo, amor de filho

Devolveu a vida, cumpriu o que era trilho

Riem na lareira onde o avô me ensinou a lei

A casa respira, viva como nunca

Zé Álho sorri lá do céu, a história não se trunca

A casa de Zé Álho, memória de pedra e cal

Cinco gerações, amor imortal

Das ruínas renasceu, Joaquim a reconstruiu

A casa nunca morreu, o amor sempre venceu

Travessa dos Temperos

Alex Phoenix · Fogo e Lua

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